Retrofitting

Retrofitting / Reforma: É um bom negócio?

O retrofitting (reforma de máquinas com atualização tecnológica) é uma alternativa bastante viável para indústrias que desejam ter um equipamento modernizado sem investir alto na compra de um novo. Mas não é apenas isto. Trata-se também de uma forma de obter uma máquina específica, para determinado trabalho, que muitas vezes não existe no mercado nacional. Algumas empresas que fizeram retrofitting / reforma, por um ou outro motivo, garantem que fizeram bom negócio. Estão produzindo bem, não “estouraram” seus caixas e nem se endividaram.

Conheça os critérios do retrofitting / reforma

O empresário que deseja fazer retrofitting / reforma, ao invés de comprar uma máquina nova, deve tomar alguns cuidados para que o barato não saia caro. Uma das primeiras providências é procurar uma empresa do ramo que seja idônea – convém consultar um dos clientes atendidos pela empresa – e fornecer o máximo de informações possíveis sobre a máquina e saber o nome dos fornecedores dos equipamentos novos (motores e CNCs, por exemplo) que serão instalados na reforma.

A Zucotec conceituada no mercado, com um bom número de máquinas reformadas em operação, zela pela imagem de marca que conquistou, tendo a condição de informar ao cliente se o mais viável é o retrofitting / reforma ou a compra de uma máquina nova. Como em qualquer tipo de serviço, os preços logicamente irão variar entre um orçamento e outro, mas o empresário deve ter o bom senso de estabelecer outros critérios, além do preço, como por exemplo, a escolha de quem vai trabalhar em sua máquina.

De acordo com o Sergio Zucoloto, diretor da Zucotec, a honestidade deve prevalecer em ambas as partes na hora de definir o negócio. “O retrofitting / reforma é um processo mais econômico que a aquisição do equipamento novo, porém não deve ser encarado como mágica ou milagre, e que nem sempre será viável. Às vezes, o empresário compra a máquina num leilão e não recebe a documentação, como os manuais, esquemas elétricos etc necessários para conhecer o seu funcionamento, o que pode dificultar o trabalho, bem como a avaliação do preço a ser cobrado para fazer o retrofitting / reforma”, explica Sergio Zucoloto.

Como fazer ?

Sergio Zucoloto, ensina o caminho das pedras para um retrofitting / reforma bem sucedido, e revela que estabelecer preço é realmente complicado e pode até inviabilizar o negócio. “Não vendemos produtos, mas solução e tecnologia”, ele esclarece. Ele diz que a empresa de retrofitting / reforma, em princípio, tem de acreditar nas informações do cliente. Porém, às vezes o proprietário garante que a máquina está boa e o técnico verifica que não. “Este erro de avaliação não é por má intenção do cliente, mas por desconhecimento de detalhes técnicos”, ressalva Sergio Zucoloto.

Em grandes equipamentos, assegura Sergio Zucoloto, o retrofitting / reforma é sempre uma boa alternativa, seja para agregar novas tecnologias como o CNC ou também para a especialização. A Zucotec já fez reformas em máquinas para os setores de autopeças, siderúrgico, moldes, embalagens e até em equipamentos gráficos.

Para a Zucotec, a experiência é fundamental na hora de avaliar o equipamento, propor o preço e executar o trabalho. “Não podemos esquecer que uma máquina retrofitada terá novos recursos tecnológicos e maior produtividade, dobrando sua velocidade de trabalho ou até mais, e a parte mecânica tem de suportar estas mudanças”, avalia Zucoloto. Para ele, a estrutura mecânica do equipamento antigo é a área mais complexa do retrofitting. “É a parte mecânica que decide o preço da reforma. Se o seu custo for muito alto, é melhor comprar uma nova”.

Além das mudanças mecânicas (troca de guias, verificação da velocidade do eixo árvore e outras), Sergio Zucoloto observa que outro item fundamental é o sistema de lubrificação, necessário para que a máquina trabalhe bem com a nova velocidade que irá ganhar com a instalação de CNC e servo motores.

Satisfação

Sergio Zucoloto, salienta que a indústria que opera com equipamentos que passaram por retrofitting têm que ter plenas garantias sobre o serviço. “O retrofitting é para a vida toda e não há sentido em economizar num primeiro momento e ter dor de cabeça no futuro. Se o empresário compra um equipamento novo, o fabricante o assiste com a garantia. Com o retrofitting / reforma deve ser a mesma coisa: garantia de quem reformou e de quem forneceu os novos equipamentos instalados”.

Sergio Zucoloto diz que não há fórmulas pré-concebidas para que o retrofitting dê certo. “O que existe são critérios que o proprietário do equipamento deve avaliar”. Para isso, Sergio Zucoloto, elaborou uma relação de dicas, baseadas no bom senso e na experiência da Zucotec como fornecedora de mão de obra, serviços de retrofitting / reforma, no intuito de auxiliar as empresas que desejam reformar e atualizar tecnologicamente suas máquinas.

1) Saber como seu equipamento está mecanicamente;

2) Conseguir a máxima documentação possível, como manuais, esquemas elétricos, de lubrificação etc;

3) Conhecer máquinas similares que foram atualizadas e saber sobre os resultados;

4) Buscar referências da empresa de retrofitting;

5) Não se iludir apenas com o preço de CNC, motores e acionamentos;

6) Exigir da empresa de retrofitting a documentação sobre os equipamentos que foram instalados, bem como do processo de adaptação;

7) Treinar técnicos de manutenção e operadores que irão trabalhar na máquina reformada,

8) Definir o responsável pela “nova” máquina: o dono do equipamento ou a empresa que fez o retrofitting. Nunca transferir esta responsabilidade para os fornecedores dos dispositivos instalados.